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Hipotireoidismo Sintomas e Tratamento

Escrito por Grazielle Dias 3 de Janeiro de 2015

O Hipotireoidismo é uma disfunção hormonal caracterizada por baixos níveis de hormônios T3 e T4, produzidos pela glândula Tireoide.

Fisiologia da Glândula Tireoide

O hipotálamo produz um hormônio (TRH) que estimula a adenoipófise a produzir TSH. Tudo isso acontece no cérebro, este hormônio formado ganha a corrente sanguínea e faz a Tireoide produzir os hormônios T3 e T4.

Estes estão relacionados com o metabolismo de todas as diminuir estas reações químicas, podendo perturbar o sistema homeostático (regulador) do corpo caso estejam em falta ou demasia. Os hormônios T3 e T4 se acoplam as células por meio de receptores específicos.

Fisiopatologia do Hipotireoidismo

Quando acontece uma falta de T3 e T4 ou estes hormônios não fazem seu papel adequado temos um caso de hipotireoidismo, que não necessariamente precisa ser um problema tireoidiano. Vimos na via acima que outros fatores contribuem para a formação do hormônio.

Logo, se esta via é quebrada em algum momento não haverá a produção de T3 e T4. Podemos classificar o hipotireoidismo em central e periférico. O secundário é aquele em que há baixa de TSH por problema no sistema nervoso, onde este hormônio é produzido.

Sem TSH, a Tireoide não sofre estimulação e não mantém a produção normal. Quando o problema é na glândula Tireoide, temos o hipotireoidismo primário. Algum tipo de desordem na glândula a fez produzir menos hormônios do que deveria.

Causas de Hipotireoidismo

As causas do hipotireoidismo são diversas, sendo uma das principais a Tireoidite de Hashimoto. Esta doença é autoimune e muito prevalente, sobretudo nas mulheres. Os próprios anticorpos produzidos pela pessoa acabam, destruindo a própria glândula, fazendo com que os hormônios T3 e T4 deixem de serem produzidos.

Outras causas são o tratamento para hipertireoidismo, uso de medicamentos gravidez. Existe o chamado hipotireoidismo congênito, que é uma alteração que acomete recém-nascidos, potencialmente grave, e que leva a retardo mental muito facilmente quando não diagnosticado. Esta condição é reconhecida a partir do teste do pezinho.

Sintomas do Hipotireoidismo

O hipotireoidismo é uma doença muito rica em sintomatologia. Diferente de outras doenças silenciosas, o hipotireoidismo apresenta pele áspera e seca, mãos e pés (extremidades) frios, rosto, mãos e pés inchados, queda de cabelo, bradicardia, síndrome do túnel do carpo, cansaço, fraqueza, pele seca, sensação de frio, dificuldade de concentração, prisão de ventre, voz rouca, dormências, problemas auditivos, falta de ar, memória prejudicada e aumento do peso.

Não é de uma hora pra outra que o indivíduo abre um quadro de hipotireoidismo e já começa a desenvolver estes sintomas. Com exceção do hipotireoidismo congênito, é um quadro arrastado, que vem trazendo achados ao longo do tempo.

Diagnóstico do Hipotireoidismo

Pela situação clínica em que a pessoa se encontra já há a sugestão de distúrbio tireoidiano. No exame físico, pode-se notar nódulos na Tireoide, presença de bócio ou até mesmo não encontrar alterações. Os exames laboratoriais devem dosar TSH e T4 livre principalmente.

Com estes dois dados em mãos, podemos fazer o diagnóstico de um hipotireoidismo facilmente. Para ter a doença, o hormônio T4 deve estar baixo. Caso esteja, podemos avaliar o TSH. Se estiver normal ou aumentado, quer dizer que o problema é na Tireoide porque o hormônio está estimulando-a, sem sucesso.

Caso o TSH esteja baixo, sabemos que o problema é no sistema nervoso e por isso a conduta é realizar um exame de imagem da glândula hipófise para rastrear anormalidades.

Diagnostico Hipotireoidismo

Existe ainda o hipotireoidismo subclínico, que é uma condição em que o TSH está alto e o T4 na normalidade. Indica que a Tireoide ainda está compensando a produção hormonal antes de declinar.

Tratamentos para o Hipotireoidismo

O tratamento do hipotireoidismo é suplementar os hormônios tireoidianos (L-tiroxina). Pessoas que apresentem laboratorialmente um perfil pouco alterado da normalidade fará apenas acompanhamento de 6 em 6 meses ou todo ano para acompanhar o caso (quando assintomático).

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